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009/29/2006

1º Simpósio sobre transplantes no Hospital Geral de Bonsucesso

Por Thaís Martinelli



Em comemoração ao Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos (27/09), os profissionais do HGB, junto com o Rio Transplante, organizaram o 1º Simpósio sobre Transplantes na Unidade, no dia 25 de setembro. O evento contou com a participação dos profissionais do Hospital e convidados.

 

Na abertura do simpósio, o coordenador intra-hospitalar de transplante do HGB, Dr. Edson Pimenta, apresentou os palestrantes da mesa e o coordenador do Rio Transplante, Dr. Joaquim Ribeiro Filho, falou sobre a política estadual de transplantes, além de ter parabenizado a equipe de transplante renal do Hospital pelos 25 anos de serviço, que serão comemorados em outubro. “Achei essa iniciativa de realizar o simpósio muito importante para conscientizar a população da necessidade da doação de órgãos”, disse o Dr. Joaquim Ribeiro.

 

Já o neurocirurgião do Hospital dos Servidores, Dr. Celestino Esteves Pereira, explicou o conceito de morte encefálica e como ela é diagnosticada. “Morte encefálica é a perda irreversível da consciência e da capacidade de respirar. Existem paradas cardíacas que não levam à morte encefálica”, alertou o médico, que trabalhou 10 anos no HGB como neurocirurgião do Serviço de Emergência. Além disso, o médico apresentou critérios de diagnóstico inseridos em uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), explicou como detectar a ausência de resposta motora e quais exames devem ser realizados.

 

Transplante renal faz 25 anos no HGB

 

A chefe do Serviço de Nefrologia do HGB, Dra. Deise Monteiro de Carvalho, falou sobre transplante renal, citou os fatores que limitam a doação de órgãos, situações de exclusões, falou da sobrevida dos pacientes, mostrou estatísticas do transplante renal no Brasil, nos estados e no Rio de Janeiro, e agradeceu a presença dos convidados. “É um prazer estar aqui, na semana do doador, participando deste simpósio com todos os profissionais”, disse a médica.

 

Ela ressaltou, ainda, a necessidade de aumentar o número de transplantes no Brasil, pois a estatística apresentada mostra que os resultados estão muito abaixo do necessário. “Temos muito orgulho do nosso feito. Fazer transplante com paciente cadáver é fazer alguém viver às custas daquilo que está perdido”, disse a médica, que trabalha com transplante renal há 25 anos no HGB, serviço que realiza em média 120 cirurgias por ano.

 

Transplante de fígado chega a marca de 200 cirurgias

 

O cirurgião da equipe de transplante de fígado do HGB, Dr. Alexandre Cerqueira, substituiu o chefe do Serviço, Dr. Lúcio Pacheco, falou sobre transplante de fígado e ressaltou a necessidade de ter mais eventos para promover a doação de órgãos. “O HGB é o único do Estado do Rio que realiza transplante pediátrico”, disse Dr. Alexandre.

 

Além disso, ele apresentou o histórico de transplantes, desde o primeiro experimental realizado em 1956, mostrou estatísticas de transplantes nos EUA, na Europa e no Brasil, aspectos técnicos e apresentou imagens de como é feita a cirurgia em etapas, desde a captação. “Estamos chegando ao número de 200 transplantes de fígado, em quatro anos de trabalho”, comemora o médico. Para ele, é importante o aumento de eventos para conscientizar as pessoas da importância do ato de doar.

 

Primeiro transplante de córnea foi realizado em 1880

 

Dra. Maria Alice Corrêa, médica da equipe de transplante de córnea do HGB, falou sobre a área e ressaltou a dificuldade da realização dos transplantes devido à interdição do Banco de Olhos, pois o único do Rio de Janeiro está fechado para reformas.

 

Também falou sobre a captação e utilização das córneas, explicou a estrutura da córnea, as etapas da cirurgia e apresentou o histórico, desde a primeira tentativa, em 1880, e o transplante bem sucedido, em 1905. “O transplante de córnea é o mais simples, comum e barato, pois 90% dos casos são bem sucedidos. O maior problema é não contarmos com o Banco de Olhos, neste momento, e com isso, aumenta o número de pacientes esperando na fila”, disse a médica.

 

HGB continuará promovendo campanhas e pacientes deixam depoimentos

 

No encerramento do simpósio, pacientes transplantados deram os depoimentos e Dr. Edson Pimenta falou das dificuldades que os profissionais encontram para convencer os familiares a autorizarem a doação de órgãos, pois muitos parentes acham que o paciente ainda está vivo. “A morte encefálica é determinada, o diagnóstico é regulamentado. Muitas vezes temos que conversar com a família e explicar que o paciente não vai respirar sem os aparelhos”, explicou o médico.

 

Além disso, ele falou das campanhas que são realizadas no Hospital, com a ajuda da Assessoria de Comunicação Social do HGB, e ressaltou que todas as pessoas devem incentivar a doação. “Não há nada mais importante e mais bonito do que doar vida após a morte”, disse o Dr. Edson.

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