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001/22/2007

Procedimento inédito é realizado no HGB

Por Thaís Martinelli



No último dia 18 de janeiro, foi realizado um procedimento inédito no HGB, conhecido como Embolização de Aneurisma com Micro Molas. A paciente Sandra Helena da Silva Grosso, 45 anos, sofria de aneurisma cerebral e estava há 16 dias internada no Hospital. Durante o período em que esteve na Unidade, ela passou por uma arteriografia e, através do exame, os médicos puderam diagnosticar o tamanho do aneurisma e qual tipo de procedimento seria realizado na paciente.

Segundo o Dr. André Bernardes, R2 em Neurocirurgia, o aneurisma cerebral pode ser operado com uma cirurgia invasiva ou pode ser feita uma embolização de aneurisma cerebral (cirurgia endovascular) com microespirais ou coils (pequenas molas). "Com a Embolização, o neurocirurgião pulsiona a artéria femural que chega até os vasos cerebrais por meio de um catéter. Em seguida, as pequenas molas são injetadas e impedem a entrada do sangue", disse André.

O procedimento foi realizado pelo Dr. Wagner Mariushi, formado em Neurocirurgia pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná e com especialização em Neuroradiologia Terapêutica na Alemanha, onde ficou três anos. Com ele, estava o Dr. Paulo Cezar de Carvalho, chefe do Serviço de Hemodinâmica e Terapêutica Endovascular do HGB, que ajudou no procedimento. O médico paranaense foi convidado pelo chefe do Serviço de Neurocirurgia, Dr. José Antônio Guasti, por já realizar este método desde 2003.

Dr. Wagner ressaltou que, para um neurocirurgião realizar a Embolização precisa passar por um treinamento para conhecer o material. "Além disso, precisa conhecer a doença, a anatomia e as implicações do método, fato que não necessita de treinamento, pois o neurocirurgião já traz isso na bagagem", disse o médico. Com relação ao procedimento realizado no HGB, ele afirma ter sido um sucesso. "Correu tudo muito bem, pois a paciente é jovem, o procedimento era adequado, assim como toda a equipe e o ambiente em que trabalhamos. Com tudo adequado o sucesso é garantido", vibra o especialista.

Entenda um pouco mais sobre o procedimento

O método foi assistido pela equipe de Neurocirurgia da Unidade. De acordo com o neurocirurgião do Hospital, Dr. Dinizar de Araújo, que trabalha há 22 anos no HGB, o procedimento está em evolução e é uma forma minimamente invasiva de tratar, pois não abre o crânio e evita a ruptura do aneurisma. “O procedimento começou a ser realizado na Rússia, mas foi difundido na França nos anos 70 e 80. Na França, 90% dos casos de aneurisma são realizados pelo método da Embolização e nos EUA são 80%”, disse o médico.

No processo, que durou aproximadamente uma hora, o paciente passou pela anestesia geral e em 48 horas, se tudo correr bem, recebe alta do Hospital. “Na cirurgia mais invasiva o paciente fica no mínimo dois dias no CTI e mais dois na enfermaria, além de ter uma duração de 4 a 6 horas”, disse Dr. Dinizar.

Segundo o Dr. André, quando o aneurisma da artéria cerebral está em uma localização mais complicada, mais distante e os vasos são finos, fica difícil de passar o catéter, por isso é necessário operar. No caso da Embolização, os riscos para o paciente são: ruptura do aneurisma durante o procedimento, vasos espasmos, causar derrame (AVC isquêmico), entre outras alterações que dependem de cada paciente, porém é menos invasiva e possui menos risco comparado a um pós-operatório.

Método no HGB custaria R$ 80 mil em hospital particular

Para o médico, o aneurisma é um caso congênito, a pessoa nasce com uma parte da parede do vaso mais fraca. Normalmente, a ruptura ocorre em pacientes que têm hipertensão arterial e são fumantes. “Quando há ruptura, o paciente pode desmaiar ou sentir uma forte dor de cabeça”, alertou Dr. André.

A paciente Sandra Grosso, que passou pela Embolização, tinha a pálpebra caída e não conseguia direcionar o olhar para o meio. Com a arteriografia, foi verificado que o 3º nervo craniano, responsável pela mobilização do olho, havia sido lesado. “Após o procedimento, anualmente, a paciente fará acompanhamento através do mesmo exame, podendo espaçar este período caso não haja nenhuma alteração no quadro”, disse o neurocirurgião.

Segundo o Dr. Paulo Cezar, o Hospital comprou 40 molas e há seis pacientes aguardando pela operação. “Estes serão avaliados para saber qual procedimento será realizado”, disse o médico. No plano particular o custo do procedimento seria de aproximadamente R$ 80 mil, pois o material utilizado é caro.

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