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12/12/2006

Meninas-mães: o implícito não pensado

Por Ana Elisa Moraes

A psicóloga do HGB, Eloísa Troian Zen, levanta dados com 100 adolescentes atendidas na Unidade. O tema, apresentado no II Simpósio Internacional Sobre a Juventude Brasileira – II JUBRA, em Porto Alegre, leva à reflexão social.

No Simpósio, Eloísa Zen apresentou o resultado da pesquisa efetuada por ela e por sua estagiária ocorrida nos meses de fevereiro a abril do ano passado, dentre as jovens que foram atendidas desde o pré-natal até o recebimento da alta.

Segundo Eloísa, houve aumento do índice de adolescentes grávidas, às vezes mais de uma vez, apesar de todas as informações recebidas sobre métodos contraceptivos. Fato que acontece em todas as camadas sociais.

Falta discernimento entre sexualidade, suas conseqüências e as DSTs

Frases como: Não sei como isso aconteceu... a camisinha furou... não usava nada...são constantes entre as adolescentes entrevistadas. Apesar de saberem como evitar ter filhos, foi observada a falta de uso dos métodos contraceptivos, durante a relação sexual.

As respostas, para a psicóloga, relatam que informação não é o suficiente e exemplifica: “... não achava que ia acontecer. Ah! Sei lá, alertava ele (o namorado) para tomar cuidado”, disse uma jovem de 16 anos; “Não usava nada não, achava que não ia engravidar”, respondeu uma adolescente de 12 anos. E, ainda: “Quando o médico disse que eu estava grávida de quatro meses, respondi como poderia ser isto? Tive ataque histérico, chorei muito, procurei uma clínica para aborto, mas disseram que já era tarde. O pai do bebê quis, resolvi aceitar, mas eu não queria”, falou com surpresa outra jovem de 17 anos, já no sexto mês de gestação.

“Elas agem como se pudessem transitar livremente pela sexualidade, sem conseqüências, inclusive em relação às Doenças Sexualmente Transmissíveis”, disse Eloísa.

E quando o bebê nasce, com quem fica a criança?

Na maioria das vezes, é com a avó, não é o que você leitor respondeu? Exatamente isto, “a gravidez dessas meninas denuncia o que ficou como uma falha na filiação, uma sexualidade que não pode ser reconhecida como parte da cadeia simbólica de uma geração”, comenta Eloísa.

Para elas, reconhecerem o prazer da sexualidade foi fácil, mas o mesmo não aconteceu com a importância da parentalidade. Eloísa cita situações em que a opção de uma jovem foi registrar o filho em seu nome e não deixar o pai da criança ter contato com a criança; ou ainda uma outra que não quis morar com o marido, para não ter de cozinhar, passar, ter responsabilidades.

A idealização da maternidade também ficou clara na pesquisa. “Desde 15 anos, pensava em como deveria ser ter um filho, ansiava em saber como a barriga cresce, como é...”, relatou uma jovem de 17 anos, em sua primeira gestação. A psicóloga explica que a gravidez na adolescência apresenta muitas facetas, dentre elas, a de que para muitas meninas a identidade feminina está ligada à maternidade. “O mesmo pôde ser constatado nas mães dessas adolescentes, onde é comum encontrar avós entre 30 e 38 anos”, conclui.

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