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008/002/2016

HFB passa a fazer cirurgias de colocação de próteses fonatórias



Por Fabiana Macabu e Danielle Fernandes

Foto: Fábio Borges

O Serviço de Cabeça e Pescoço do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) passa a oferecer a cirurgia de implante de próteses fonatórias, procedimento mais moderno no mundo para reabilitação da fala em pacientes submetidos à laringectomia total – retirada total da laringe e cordas focais devido a tumor avançado na área. Inicialmente, o Hospital adquiriu trinta aparelhos para realização das cirurgias, que passa a ser rotina da Unidade. De acordo com estimativa da equipe, até o final do ano, cerca de 50% de pessoas que já passaram por laringectomia total no HFB (60 pacientes) terão a oportunidade de voltar a falar. Com isso, o HFB se torna a segunda unidade hospitalar a oferecer o procedimento no Estado do Rio de Janeiro como rotina, junto com o INCA.

No dia 27 de julho, os pacientes retornaram para acompanhamento ambulatorial pós-cirúrgico e atendimento com fonoaudiólogo para treinar a emissão de voz. A data marcou o Dia Mundial de Câncer de Cabeça e Pescoço e esse retorno dos pacientes foi um momento muito esperado do dia. Renato Duarte, 61 anos, foi um dos seis pacientes privilegiados nas cirurgias do último dia 23 de julho. Ele fez a laringectomia total em 2015 e diz que se sente muito feliz com a colocação da prótese: “Para mim, representa muita coisa porque é um meio de me comunicar mais fácil com os meus netos”. Com a presença da filha Elaine Duarte, o paciente contou emocionado que uma das primeiras palavras ditas foi o nome dela. E a filha comemora: “Eu sentia muita falta dele me chamar de filha”.

Para realizar a cirurgia, o paciente deve ter realizado laringectomia total no HFB e estar dentro de outros critérios estabelecidos pela equipe multidisciplinar que analisa caso a caso. Na laringectomia total, a laringe, órgão localizado no pescoço e que abriga as cordas vocais, é removida devido à presença de um câncer em estágio avançado. Com essa cirurgia, a fala já não é possível, pois afeta as cordas vocais, através das quais as pessoas produzem o som. Mas as próteses fonatórias entram como a opção mais moderna para o paciente falar novamente em curto espaço de tempo. “É um tratamento de ponta que passamos a oferecer no HFB. E com isso, o paciente é reintegrado ao convívio social novamente e isso melhora a qualidade de vida desse paciente. É uma forma de humanizar o cuidado ao paciente que passa pelo câncer de laringe”, conclui Dra. Luzia Abrão el Hadj, chefe do Serviço de Cabeça e Pescoço.

HFB realizou o procedimento pela primeira vez no ano passado

Em fevereiro de 2015, o paciente Miguel Moura, de 50 anos, foi o primeiro a colocar a prótese fonatória no HFB, quando a Unidade recebeu a doação de alguns aparelhos. Após 15 dias da cirurgia, Miguel já estava falando normalmente. “Fiz dez sessões de fonoaudiologia depois da colocação da prótese, fui me aperfeiçoando com o tratamento. Eu me comunicava através da escrita, e fiquei muito feliz em voltar a falar. A voz era o meu instrumento de trabalho, mas a ausência dela não me derrubou”, explica.

Miguel ainda incentiva os outros pacientes. “Falo para eles não desistirem. Se eu consegui, também irão chegar lá. Não pode desanimar. Se não consegue falar hoje, amanhã pode ser o dia”, ressalta. Sobre a adaptação da prótese, ele afirma que foi rápida. “Eu chamo de nariz artificial. O aparelho tem um filtro que purifica a entrada do ar. Também tem um ponto positivo que é acabar com a secreção em pelo menos 80%, já que a traqueia produz esse muco”, explica.

O fonoaudiólogo do HFB, Flávio Coutinho, explica o processo da prótese fonatória: “É necessário tampar o filtro, que permite a saída de ar do pulmão, entrando no aparelho e indo para o esôfago. Dessa forma, o paciente consegue falar”.

Entenda mais sobre o câncer de laringe

O cirurgião do Serviço de Cabeça e Pescoço, dr. Paulo Pires de Mello, afirma que é preciso ficar atento a sinais de alerta para o câncer de laringe, como ferida na língua, rouquidão e sangramento pela boca ou nariz. “Quem precisa fazer uma laringectomia total é porque já está em uma fase muito avançada do câncer, como os estágios III e IV. Quanto mais cedo for o diagnóstico melhor são as chances de cura e tratamento sem necessidade de uma cirurgia de grande porte”, ressalta.

O médico ainda explica que o tabagismo e o consumo exagerado de bebida alcoólica são os fatores principais de risco para o desenvolvimento da doença. Ele ainda lembra do Vírus do Papiloma Humano (HPV), que também está aumentando os casos com realização de sexo sem preservativo e o sexo oral com múltiplos parceiros.

Segundo dr. Paulo, os principais tumores de cabeça e pescoço ocorrem na faringe, laringe e boca. “É preciso que as pessoas se conscientizem em procurar os profissionais de saúde regularmente. Além de ir ao cirurgião de cabeça e pescoço, elas podem ir ao otorrinolaringologista e ao dentista”.

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