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008/24/2017

Enfermeira do HFB ganha primeiro lugar em prêmio



Texto e foto: Fábio Borges

Com artigo baseado em sua tese de doutorado, defendida em novembro do ano passado, a servidora do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) e doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEAN/UFRJ), Camila Pureza (foto) conquistou o primeiro lugar do “Prêmio a Lâmpada”, na “Categoria Profissional”. Camila também é membro pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e História da Enfermagem Brasileira da UFRJ. “Para concorrer a esse prêmio eu precisava escrever um artigo que fosse viável para publicação em revista nacional ou internacional, de acordo com as normas da premiação. Então eu fiz um recorte do primeiro capítulo da minha tese de doutorado, que é onde eu trago um histórico de como aconteciam as atividades educativas aqui na Enfermagem do Hospital Federal de Bonsucesso”, explica Camila.

A premiação foi concedida durante a 20ª Jornada Nacional de História da Enfermagem, que aconteceu no 24º Pesquisando em Enfermagem, da EEAN/UFRJ. Junto com o certificado de premiação, a autora recebeu a Lâmpada de Prata – uma réplica da lâmpada usada pela precursora da Enfermagem Moderna, Florence Nightingale, enquanto cuidava dos soldados feridos.

O trabalho premiado – com o título “Educação Continuada em um Hospital Federal: Bases Construídas na Educação em Serviço” – também será encaminhado para publicação em revista científica de circulação nacional e internacional. A publicação contará com a participação da Prof.ª Dr.ª Sioban Nelson, tutora da autora durante a realização do doutorado sanduiche na Universidade de Toronto, no Canadá – onde Sioban ocupa o cargo de vice-reitora. No HFB, Camila apresentou o trabalho durante a Semana de Enfermagem e doou uma cópia para a Biblioteca do Centro de Estudos, onde se encontra disponível para consulta.

Ensino e Pesquisa a serviço do melhor atendimento ao paciente

Camila Pureza se formou em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em dezembro de 2002, e trabalha no Hospital Federal de Bonsucesso desde maio de 2007, onde ingressou através de concurso público. Além de uma inclinação natural bem clara para a produção científica, a escolha da enfermeira por temas na área de Ensino e Pesquisa está ancorada na sua preocupação com a qualidade da assistência prestada aos pacientes, através da busca constante da excelência na prestação de serviços. “Constatamos que, historicamente, a partir do momento em que as enfermeiras passam a estudar, se aprimorar, e a ter consciência da sua importância – o que começa a acontecer a partir das décadas de 60 e 70 – elas começaram a ocupar espaços importantes dentro do Hospital”, conta. A enfermeira explica também como esse processo beneficia o HFB. “Isso engrandece o Hospital também, que passa a contar com uma Enfermagem qualificada, profissionais que se tornam especialistas e que organizam processos de trabalho – o que é fundamental para o paciente. O usuário do SUS tem um serviço muito melhor e mais qualificado, com uma base científica bem desenvolvida”, completa.

Em seu artigo, a enfermeira explica que, “diante da complexidade que envolveu a criação, organização e funcionamento do setor de Educação Continuada em Enfermagem do HFB e considerando-se o contexto social, político e econômico que determinou sua trajetória, no período estudado, a tese defendida é que tal serviço representou um importante espaço de exercício, reconhecimento e ampliação do saber/poder da equipe de enfermagem, que empreendeu estratégias para garantir a sua ascensão em diferentes circunstâncias político-econômicas, mantendo seu funcionamento o mais independente possível das demais profissões de saúde”.

Passagem pela Universidade de Toronto garante excelência metodológica

Durante os três anos que levou para concluir a sua tese de doutorado – e que deu origem ao artigo agora premiado – Camila passou um período no Canadá. “Lá eu fiz o aprofundamento da parte metodológica, que foi muito elogiada e determinante para o recebimento do prêmio. Porque aqui no Brasil ainda há certa dificuldade nesse sentido”, revela. Em sua passagem pela Universidade de Toronto, a enfermeira ainda participou de disciplinas relacionadas à Educação Continuada, cursos teórico-práticos, eventos científicos, fez visitas a unidades de saúde, manteve contato com outros alunos de doutorado e cursou duas disciplinas de Abordagem Metodológica.

Ao falar de seus planos, Camila reafirma sua convicção de que investir no seu trabalho no Departamento de Ensino e Pesquisa do HFB é fundamental para a qualidade da assistência em Enfermagem, para a divulgação científica da produção do HFB e sua consequente projeção nacional e internacional. “Aqui eu pretendo formar dois grandes grupos de pesquisa voltados para a área de Enfermagem. A ideia é levar esse conhecimento e esse campo de estudo que a gente tem para fora do Hospital, através dos acadêmicos, residentes e funcionários. O processo de formação exige um trabalho de conclusão de curso, que seria uma prova muito positiva para o Hospital. Então, queremos criar um ambiente mais favorável para pesquisa, para que possamos publicar mais artigos e levar o trabalho do HFB para o meio externo”, conclui.

Camila Pureza ainda faz questão de lembrar e agradecer a todos que colaboraram para que a sua pesquisa se tornasse possível. “Seria impossível realizar todo esse trabalho sem as colaborações importantes que tive do Ministério da Saúde, da Direção-Geral e da Direção Médica do HFB, do Centro de Estudos, do Comitê de Ética em Pesquisa, da Coordenação Geral de Enfermagem e do Serviço de Educação Continuada”, reconhece.

Veja os principais trechos da entrevista concedida pela enfermeira doutora Camila Pureza para a Assessoria de Comunicação do Hospital Federal de Bonsucesso.

Sobre o trabalho premiado

Camila Pureza – “Para concorrer a esse prêmio eu precisava escrever um artigo que fosse viável para publicação em revista nacional ou internacional. Então eu fiz um recorte do primeiro capítulo da minha tese de doutorado – que estava de acordo com as normas para concorrer ao prêmio – que é onde eu trago um histórico de como aconteciam as atividades educativas aqui na Enfermagem do Hospital Federal de Bonsucesso. Quando eu entrei aqui no Hospital, já existia o Serviço de Educação Continuada, ligado à Divisão de Enfermagem, que é ligada à Direção Geral. A minha área de pesquisa é muito voltada para a Educação na Enfermagem, o que acabou me motivando a entender como este serviço ainda existia, uma vez que a gente já tem uma Política Nacional de Educação Permanente, pelo Ministério da Saúde, desde 2006.

“Por que ainda se tem Educação Continuada e não temos uma Educação Permanente, mesmo na área da Enfermagem? Na época, eu quis estudar isso para a tese, que me levou a alguns questionamentos. Por que essa Educação Continuada não é aqui no Centro de Estudos? Isso foi me motivando a trabalhar o tema”.

Sobre Educação Permanente e a autonomia da Educação Continuada

Camila Pureza – “Nós temos o Departamento de Educação Permanente no Centro de Estudos, que atua em todas as áreas. Sendo que a Enfermagem mantém um serviço, vamos dizer autônomo, mas ainda denominado Educação Continuada. E eu descobri que foi ótimo a Educação Continuada não ter sido absorvida pela Educação Permanente. Assim, a Enfermagem conseguiu ter mais autonomia para decidir o que ela poderia fazer em relação às atividades educacionais do grupo da Enfermagem.

“Existe também uma estrutura que não tinha antes, isso é importante. Uma sala, auditório, enfermeiras que são preparadas para isso com mestrado, para poder lidar com essas atividades educacionais com qualidade. Isso tudo foi conquistado neste período estudado”.

Sobre a importância da manutenção da Educação Continuada no âmbito da Enfermagem

Camila Pureza – “Mesmo dentro do Hospital a gente consegue perceber que as enfermeiras tinham essa consciência de que era importante manter esse serviço, que as gestoras de enfermagem usavam como um aliado. “Ah, teve um problema de hemoderivados lá na ponta”. Pegava a educação continuada: “vamos treinar o pessoal”, e a resposta era o treinamento, tanto para a Anvisa, quanto para a Direção, como para o Ministério. Qualquer coisa que acontecesse ligada à prática, que interferisse em alguma questão ética, ou de imprudência, enfim, as gestoras de Enfermagem, as coordenadoras e diretores usavam a Educação Continuada como uma ferramenta de gestão. “Está errado? Ok. Vamos acertar esse fluxo através de treinamento”. Então o estudo mostra isso ao longo de vários anos funcionando dessa maneira.

“Para atualização, por exemplo, de práticas de enfermagem em prol da qualificação do serviço, podemos citar a reanimação cardiorrespiratórias, o manejo de hemoderivados e a própria sistematização da assistência de Enfermagem, que é algo que engloba todos esses processos que precisam ser protocolados. Através desses protocolos ocorriam os treinamentos, as atividades educacionais, como todas as palestras, os treinamentos em serviço até mesmo fora do hospital”.

O rigor metodológico e a relevância do trabalho para o Hospital e para a Enfermagem

Camila Pureza – “O ponto mais específico ressaltado para a premiação foi a questão metodológica, ou seja, a forma como eu trabalhei no artigo. Pelo fato de ser uma pesquisa de cunho científico-acadêmico, o rigor metodológico foi considerado muito adequado para um trabalho de doutorado. Também é relevante por ser uma temática atual. Apesar de ser um estudo histórico, ele é um recorte atual, traz a história do tempo presente. Ele vai de 2000 a 2010.

“Para o HFB, este trabalho traz o benefício de levar o nome do Hospital para diversos locais. Eu levei o nome do Hospital não só para a UFRJ, onde eu estava ligada, mas eu apresentei esse trabalho em outros diversos locais. Foi apresentado no Canadá, onde eu fiz o doutorado sanduiche. Mediante esse prêmio eu fui convidada para submeter esse prêmio no Congresso Brasileiro de Enfermagem em Maceió, que será mais um lugar onde terão conhecimento sobre o nosso Hospital.

“Nesses três anos, eu apresentei o trabalho em um congresso na Uerj, e esse trabalho vai ser encaminhado para um revista, o que a gente chama de Qualis A, uma pesquisa, uma revista de nível internacional, e que terá a participação também da minha tutora, que também é vice-reitora da Universidade de Toronto, no Canadá. Então, isso leva o Hospital a um nível internacional. Existe uma projeção do Hospital, não só do meu nome.

“Para a Enfermagem especificamente, meu trabalho demonstra o quanto ela alcançou. Porque eu uso o Hospital como cenário de estudo, mas isso não aconteceu só aqui, isso eu falo na minha tese. Essa questão, da Enfermagem de avançado nessa área educacional aconteceu em diversos hospitais, inclusive nos hospitais federais.

“Eu não tinha como fazer a minha tese nas seis unidades, mas as coisas avançaram, porque lá na década de 60 ou 70 não tinha um Serviço de Educação Continuada direcionada para os profissionais de forma qualificada. Então, se você pegar a enfermagem da década de 60 e 70, ela é uma enfermagem muito técnica, sem muito teor científico. Este cenário começa a mudar a partir do momento em que as enfermeiras foram estudando e se aprimorando, adquirindo consciência da sua importância. Isso acontece não só aqui no Hospital Federal de Bonsucesso, mas em outros locais também. Tem outros estudos que mostram isso. Elas foram ocupando espaços importantes de liderança dentro do Hospital. E isso engrandece o Hospital também”.

O reflexo na assistência ao paciente e a qualificação da base científica da Enfermagem

Camila Pureza – “Você tem uma Enfermagem qualificada, com profissionais que se especializam e que organizam processos de trabalho, para o paciente isso é fundamental. O usuário do SUS tem um serviço muito melhor e mais qualificado, com uma base científica bem desenvolvida, que não se mantém só na parte técnica. Importante lembrar que o serviço foi qualificado porque as enfermeiras desejaram isso, queriam melhorar e engrandecer o Serviço de Enfermagem aqui do Hospital. Uma coisa que apareceu muito na minha tese é que mais de 70% das enfermeiras são especializadas, nesse período de 2000 a 2010. Algumas especializações foram financiadas através do Ministério da Saúde, outras com bolsa, além de enfermeiros que foram fazer Gestão na Fiocruz. Isso corrobora que elas queriam muito organizar e desenvolver o Serviço de Enfermagem, que antes era muito técnico, tinha um manual de normas e rotinas técnico. Meu estudo mostra essa evolução, esse desenvolvimento da base científica da Enfermagem, que é uma profissão muito nova. A Enfermagem veio da década de 1920. É muito bacana ver isso: como que as enfermeiras daqui tinham essa consciência de que era necessário o desenvolvimento da categoria. E começaram a ocupar espaços. Hoje você tem enfermeira no Planejamento, na Comissão de Padronização, na CCIH, no Centro de Estudos”.

Lembramos que o trabalho está disponível para consulta na Biblioteca do Centro de Estudos, Aperfeiçoamento e Pesquisa do Hospital Federal de Bonsucesso.

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