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004/21/2019

COLOCAÇÃO DE PRÓTESE FONATÓRIA



Texto e foto: Danielle Fernandes

O Serviço de Cabeça e Pescoço do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) realizou, em 22 de março, um mutirão de cirurgias de implante de próteses fonatórias em 10 pacientes submetidos à laringectomia total - retirada de laringe e cordas focais devido a tumor avançado na área. “Este é o procedimento mais moderno no mundo para reabilitação da fala em pacientes o tipo, com inclusão social rápida. No momento, o HFB é o único a realizar o implante em pacientes novos no Estado do Rio de Janeiro”, explica Dra. Luzia Abrão el Hadj, chefe do Serviço de Cabeça e Pescoço.

Ao todo já foram realizadas 45 cirurgias no Hospital, sendo 26 em colocação primária, na qual o paciente faz a laringectomia total e o implante das próteses imediatamente na mesma cirurgia. Este é um diferencial no Brasil, pois poucos Serviços fazem a colocação primária no país. Para realizar a cirurgia, o paciente deve ter realizado laringectomia total no HFB e estar dentro de outros critérios estabelecidos pela equipe multidisciplinar que analisa caso a caso. Na laringectomia total, a laringe (órgão localizado no pescoço e que abriga as cordas vocais) é removida devido à presença de um câncer em estágio avançado. Com essa cirurgia, a fala não é possível, pois afeta as cordas vocais, através das quais as pessoas produzem o som. Mas as próteses fonatórias entram como a opção para o paciente falar novamente em curto espaço de tempo. “É um tratamento de ponta que oferecemos no HFB. E com isso, o paciente é reintegrado ao convívio social novamente e isso melhora a qualidade de vida desse paciente. É uma forma de humanizar o cuidado ao paciente que passa pelo câncer de laringe”, conclui Dra. Luzia.

HFB realizou o procedimento pela primeira vez em 2015

Em 2015, o paciente Miguel Moura, de 53 anos, foi o primeiro a colocar a prótese fonatória no HFB, quando a Unidade recebeu a doação de alguns aparelhos. Após 15 dias da cirurgia, Miguel já estava falando normalmente. “Fiz dez sessões de fonoaudiologia depois da colocação da prótese, fui me aperfeiçoando com o tratamento. Eu me comunicava através da escrita, e fiquei muito feliz em voltar a falar. A voz era o meu instrumento de trabalho, mas a ausência dela não me derrubou”, explica.

O HFB criou o Grupo de Laringectomizados Total (GALT) voltados a pacientes e familiares com intuito de motivar e desenvolver o aprendizado e propiciar a vivência com a experiência do outro. Além disso, busca facilitar, através da educação em saúde, a melhoria da qualidade de vida e a ressocialização. O câncer de laringe e a cirurgia de laringectomia total causa um grande impacto nos paciente e seus familiares, repercute na capacidade de comunicação, autoimagem, vivência do risco de morte, vida social e trabalho. A equipe multiprofissional do GALT é formada por médicos especialistas em Cabeça e Pescoço, enfermeiros, fonoaudiólogo, psicóloga, assistente social, técnica em Assuntos Educacionais, terapeuta ocupacional e funcionários da Humanização. São realizadas reuniões mensais durante o ano e os pacientes do GALT também formaram um Coral que canta em eventos do Hospital para exposição do trabalho.

Entenda mais sobre o câncer de laringe

É preciso ficar atento a sinais de alerta para o câncer de laringe, como ferida na língua, rouquidão e sangramento pela boca ou nariz. Quem precisa fazer uma laringectomia total é porque já está em uma fase muito avançada do câncer, como os estágios III e IV. Quanto mais cedo for o diagnóstico melhor são as chances de cura e tratamento sem necessidade de uma cirurgia de grande porte. A médica explica que o tabagismo e o consumo exagerado de bebida alcoólica são os fatores principais de risco para o desenvolvimento da doença. Outro fator de risco é o Vírus do Papiloma Humano (HPV), que também está aumentando os casos com realização de sexo sem preservativo e o sexo oral com múltiplos parceiros. Os principais tumores de cabeça e pescoço ocorrem na faringe, laringe e boca.

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